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É alarmante os dados da OMS em que a cada 40 segundos uma pessoa se suicida no mundo. São múltiplos os fatores que podem levar pessoas a tentativas de suicídio e até ao suicídio propriamente dito. Transtornos mentais e distúrbios suicidas estão profundamente relacionados à depressão e ao alcoolismo, embora não sejam estes os únicos fatores que podem levar ao suicídio. Muitas vezes são momentos de crise que, de forma impulsiva, algumas pessoas tentam ou tiram a própria vida por não encontrarem saída para problemas sérios financeiros, ou o término de um relacionamento, por exemplo. O enfrentamento de conflitos, a violência, algumas formas de abuso  ou perdas e mesmo uma sensação crônica de isolamento, a falta de perspectiva e de um sentido existencial na vida estão fortemente vinculados ao comportamento suicida. O maior fator de risco no entanto, está associado às tentativas.

Obviamente que as emoções dão vida e cor às nossas vidas mas o excesso e o exagero delas pode ser fonte de perturbação, principalmente quando se trata de sentimentos e pensamentos que envolvem a depressão. Sentimentos de menos valia, baixa autoestima, sentimentos de inutilidade, constantes e fortes sentimentos de culpa e de tristeza, sensações de não pertencimento, a falta de propósito ou algo que dá sentido a vida. Tudo isso experimentado de forma crônica e severa podem interferir em nossos relacionamentos afetivos, sociais, em nossas vidas profissionais de forma desastrosa, podendo levar as pessoas com ideias suicidas a se suicidarem realmente.

Aaron T. Beck foi pioneiro na compreensão da depressão. Demonstrou que a depressão, assim como outros transtornos ,possuíam um padrão de pensamento característico que mantém o estado de depressão. Ele observou que na depressão prevalece os pensamentos distorcidos e negativos a respeito da própria pessoa tipo: "eu não presto mesmo”; “devo não valer nada mesmo pra tudo isso de ruim que atraio na vida”; pensamentos a respeito do mundo - uma negatividade generalizada. Por exemplo, ficar enxergando nos outros sentimentos de desafeto ou desagrado em relação a eles, como se o outro fosse negativo e mau. Com relação ao futuro são possuídos pelo sentimento de total desesperança, não veem saída para seus problemas. Pensamentos do tipo: “ninguém vai gostar de mim nessa festa”;  “eu nunca farei nada direito”; “para quê tentar melhorar, não vai adiantar mesmo”.

Estas são pessoas que possuem uma crença profunda de “não tenho valor”; “não presto”. Tais pensamentos afundam cada vez mais a pessoa em um buraco sem fim, podendo inclusive gerar o que se chama ideações suicidas. Significa que a pessoas fica imaginando como seria se ela morresse.

Os depressivos possuem uma  mente focada nos aspectos tristes e negativos das coisas que acontecem, não conseguem ver o aspecto positivo delas. Enxergam o que não querem mais facilmente do que aquilo que querem.  Pessoas que possuem estes pensamentos e sentimentos de forma repetitiva e muito intensa podem ser tomadas por uma vontade de tirar a própria vida por não verem saída, por não verem sentido e meios de serem positivos de alguma forma pra este mundo e para outrem, pois incorporam um papel de não serem bons o bastante, de serem inúteis e não fazerem diferença no mundo.

O tratamento e a ajuda são necessárias. A maior oportunidade de nos livrarmos de um problema é quando estamos com ele. É a grande chance de darmos um basta e procurarmos ajuda. Entender a própria história, sua origem familiar e emocional dará as bases para um tratamento efetivo. A busca de ajuda por meio do reconhecimento de que se tem um problema são imprescindíveis. Temos que reconhecer que tanta insatisfação e pessimismo não é coisa natural e corriqueira ou coisa do destino. Portanto, se conhecemos pessoas assim, ou se somos assim, ou percebemos em nossos filhos, amigos ou pessoas próximas um excesso de negatividade e desesperança não pensem que é chilique ou frescura. Esta pessoa pode já estar sofrendo de depressão ou iniciando um processo depressivo.

Os problemas devem ser falados, expostos para serem vistos e cuidados. Isso serve pra qualquer coisa na vida. Só aquilo que é sabido pode ser sanado. Prevenimos quando temos olhos pra enxergar, coração e sensibilidade para compreender e compaixão para ajudar. Dar as costas é negar a presença de um fato. Portanto, se os fato existem devem ser vistos, conversados para que possamos tomar a melhor atitude. Emoções negativas e dolorosas que persistem devem ser cuidadas da mesma forma que cuidamos de nosso estômago quando ele dói, da mesma forma que cuidamos de nossa cabeça quando ela dói. Somos seres integrados e funcionamos de forma integrada. A melhor prevenção é estarmos alertas e valorizando todos os aspectos de nosso ser sem rótulos, sem preconceitos ou vergonha.

Até a próxima.

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Por Vida Diaria: Cristina Castro. 

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