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É amores, relacionamento abusivo. Por mais controverso que pareça existem relacionamentos baseados no abuso, e muito embora as mulheres sejam as maiores vítimas, o oposto também se faz verdadeiros. Assim como existem homens abusivos, existem mulheres. O fato é que inde pendente de gênero, por conta de sua insegurança e baixa autoestima, essas pessoas precisam controlar àqueles com os quais se ligam “amorosamente”. O abusador, normalmente se utiliza de violência verbal (você não é muito inteligente, burra, grossa, não faz nada direito, o que seria de você sem mim...), violência emocional\psicológica (se eu te largar, você não vai arrumar ninguém que te queira; você só está onde está por minha causa; nem tua família gosta de você; você vai viver só ninguém te suporta ), e violência física (empurrões, mordidas, beliscões, socos murros). Fazem chantagem emocional, são possessivos prejudicando a liberdade e privacidade do parceiro(a), e tentam minar de toda forma a autoestima de seu par.

Quando falamos em relacionamento abusivo, é normal pensar só em casos extremos de violência física. Em nossa sociedade muitos das atitudes abusivas, podem e são confundidas com “cuidado”, com “zelo”.  É interessante estarmos atentos. Sempre digo que a maior violência sofrida nos relacionamentos, são as violências diárias. È aquele batom vermelho arrancado da tua boca, a briga por que você resolveu demorar um pouco mais na casa da amiga, é a exigência de rastrear o teu celular, é a comparação entre você e outras mulheres golpeando sua autoestima sempre que possível, é a suspeita de que toda vez que um homem se aproxima você pode sucumbir a traição, é a mulher de resguardo que precisa limpar, cozinhar, olhar o bebê e ainda satisfazer o marido, é aquele “eu te amo tanto que te quero só pra mim”, ou ainda “te amo tanto que não aceito te dividir”, “só faço isso porque tenho medo de te perder”; tudo isso é abuso, é violência!

É bom ter em mente que um relacionamento saudável, não tem que te privar de suas particularidades, nem desrespeitar suas vontades, mesmo que venham disfarçadas de bem querer, amor e proteção.

E é valido salientar que se você viveu ou está vivendo um relacionamento abusivo, você não deve se sentir culpada, apesar de nossa sociedade ter uma tendência de culpabilizar a vítima, entenda, A CULPA NÃO É SUA! Daí a necessidade de procurar ajuda profissional, para  quê, quem está nesse relacionamento consiga se libertar, e para quem já conseguiu pôr um fim, mas ainda sofre, possa superar.

Trouxe este tema, porque entendo que é extremamente delicado, principalmente, devido ao fato das vítimas sequer terem consciência do que estão passando. Nessa confusão entre o que é abusivo e o que é cuidado, acabam invalidando os maus-tratos mesmo que se sintam tristes, infelizes, e vazias. Nestes casos, a ajuda dos amigos e o auxílio psicológico para fazerem as vítimas despertarem vale uma vida.

Se você se identificou com o texto, procure ajuda! Você merece uma vida plena e feliz!

 

 

Rafhaelli Aparecida Cao

Licenciada em História (FUNCAB)

Pós-graduada em: Filosofia e Sociologia, Docência do Ensino Superior (FaSE)

Bacharel em Psicologia (Pitágoras)

Pós-graduanda em: Psicologia Sexual (FDA)

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