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Esta é a oitava edição do Fórum Mundial da Água, realizado a cada três anos em um país diferente. A primeira edição ocorreu em 1997, em Marrakesh, no Marrocos, e a última em 2015, em Daegu, na Coreia do Sul. O evento é o maior do mundo sobre o tema água.

O encontro deste ano traz o tema "Compartilhando Água". O objetivo, segundo os organizadores, é estabelecer compromissos políticos e incentivar o uso racional, a conservação, a proteção, o planejamento e a gestão da água em todos os setores da sociedade.

Em Brasília, o 8ª Fórum Mundial da Água reúne representantes de 175 países, entre cientistas, governantes, parlamentares, juízes, pesquisadores e demais cidadãos. A programação segue até sexta-feira (23).

Os dois últimos grandes desastres ambientais brasileiros, da barragem de Mariana, em 2015, e o de Barcarena, no início de março, foram lembrados em, pelo menos, cinco painéis realizados nesta segunda-feira (19), primeiro dia de debates do Fórum Mundial da Água, em Brasília.

Na mesa "Conectando Água e Clima", o professor da Universidade Federal de Alagoas Luiz Carlos Molion questionou o motivo das grandes empresas "trabalharem de forma correta em seus países", e quando instaladas no Brasil, “não trabalharem corretamente”.

A referência, segundo o pesquisador, é ao vazamento de depósitos da refinaria norueguesa Hydro, que contaminou rios em Barcarena, no Pará. O pronunciamento no fórum acontece na mesma tarde em que a empresa emitiu um comunicado oficial no site assumindo que descartou água não tratada no rio Pará.

Outra mesa, "Paz Azul", avaliou que as mudanças climáticas induzidas pelo ser humano, o rápido crescimento populacional e urbano e a deterioração da qualidade da água são alguns dos “grandes desafios do século 21”.

Darlene Sanderson, uma das especialistas do painel, representando o Observatório Indígena pela Água e Paz, lembrou o papel que os povos tradicionais – especificamente as comunidades indígenas – têm no desenvolvimento de tecnologias sustentáveis. Como exemplo, foram citadas a tradição e a lei indígena, baseadas na natureza.

“Precisamos trocar informações com esses povos. Eles trazem conhecimentos tradicionais de como lidar com a água de forma sustentável.”

Por: Vida Diária/G1.

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