Urgente: Uma criança de Teixeira de Freitas luta pela vida enquanto o Estado da Bahia contesta decisão judicial

A pequena Helena Guimarães Brandão, de apenas 1 ano e 1 mês, natural de Teixeira de Freitas, permanece internada há 15 dias no Hospital Manoel Novais, em Itabuna, em estado considerado grave. A criança foi transferida para a unidade em busca de tratamento especializado, mas seu quadro clínico se agravou e, agora, necessita com urgência de transferência para um hospital em Salvador que disponha de equipe de Cirurgia de Cabeça e Pescoço Pediátrica e Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Pediátrica.

De acordo com documentos médicos e judiciais aos quais a reportagem teve acesso, Helena apresenta insuficiência respiratória aguda grave, provocada por uma obstrução mecânica das vias aéreas superiores causada por uma massa na região cervical, diagnosticada como linfangioma cístico associado a abscesso.

O quadro também é marcado por dificuldade progressiva para respirar e engolir, necessidade de suporte ventilatório e internação em UTI, além de episódios de febre, desconforto e baixa ingestão alimentar, fatores que aumentam o risco de agravamento do estado de saúde.

O Relatório de Ocorrências da Central Estadual de Regulação (SUREM nº 4941404), aberto em 20 de junho de 2026, classifica a situação como urgente e solicita a transferência da paciente para um serviço especializado em Cirurgia de Cabeça e Pescoço. Exames de imagem apontam uma extensa lesão multicística na região cervical, comprometendo as vias aéreas.

Diante da gravidade, em 26 de junho de 2026, a 1ª Vara da Infância e Juventude de Itabuna concedeu tutela de urgência determinando que o Estado da Bahia e o Município de Itabuna providenciassem a transferência da criança, em até 48 horas, por meio de transporte especializado.

Entretanto, segundo informações constantes no processo, no dia 1º de julho de 2026 o Estado da Bahia apresentou manifestação informando que estaria adotando as providências necessárias para cumprimento da decisão. Até o momento da publicação desta reportagem, porém, a transferência ainda não havia sido efetivada.

Também no dia 1º de julho, a mãe da criança, Luana Costa Brandão, compareceu ao Ministério Público para reforçar a gravidade da situação e pedir celeridade no cumprimento da decisão judicial.

A família afirma viver momentos de angústia diante da espera por uma vaga em unidade especializada, enquanto o estado de saúde da criança exige atendimento de alta complexidade.

A reportagem procurou representantes do Estado da Bahia para comentar o caso, mas, até o fechamento desta matéria, não houve manifestação.

O espaço permanece aberto para que o Estado da Bahia, a Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), o Município de Itabuna e demais órgãos envolvidos apresentem seus esclarecimentos, que serão publicados tão logo sejam encaminhados.


Por: Vida Diária /Rubem Gama

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