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O 1º Simpósio Regional das Águas que ocorreu nesta última terça-feira, dia 19 de junho, foi o 12º encontro regional na abordagem sobre o rio Alcobaça nos desafios de sua revitalização. Depois de 11 seminários, agora aconteceu o 1º Simpósio Regional das Águas que fechou um ciclo dos trabalhos. Agora vem mais dois encontros para assinatura dos termos de intenções e no dia 21 de setembro ocorre em Teixeira de Freitas a conferencia com a participação do Instituto Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia e da Agência Nacional de Águas para formular o projeto de captação de recursos para se revitalizar o rio Alcobaça da nascente a foz.

A proposta do projeto de salvamento do rio é do atual presidente da Câmara Municipal de Teixeira de Freitas, vereador Agnaldo Teixeira Barbosa, o “Agnaldo da Saúde” (PR) que desde o início do ano de 2017 vem prospectando e dando vida a realização do 1º Simpósio das Águas com a intenção de salvar o rio Alcobaça da nascente a foz -, tanto que já havia se reunido com o então ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho; com o então ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho e com o senador da república Otto Alencar (PSD) para tratar do assunto e vem reunindo ambientalistas, especialistas, entidades constituídas e as Câmaras Municipais do corredor do rio Alcobaça, tanto da Bahia, quanto de Minas para ampliar a discussão do projeto para se captar recursos federais para projetar a recuperação da bacia hidrográfica de todo rio.

O 1º Simpósio das Águas teve o tema: “Governança da Água – Desafio para Integração da Bahia e Minas no Presente e Futuro” que entre si celebraram a definição das Leis de Implementação do Programa de Gestão Integrada dos Recursos Hídricos na Bacia Hidrográfica do Rio Alcobaça. O evento ocorreu no auditório da FASB – Faculdade do Sul da Bahia, no bairro Bela Vista e reuniu autoridades políticas, ambientais, servidores públicos, chefes de poderes, estudiosos e alunos.

O presidente da Câmara Municipal de Teixeira de Freitas, vereador Agnaldo da Saúde reservou um momento especial durante o Simpósio para prestar uma homenagem com a entrega de uma placa ao agricultor e poeta Manoel Oliveira Santos, proprietário da fazenda onde está situada a nascente do rio Alcobaça, na aldeia dos Machacalis, no município de Fronteira dos Vales, no nordeste de Minas Gerais, onde ele preserva com toda dedicação e abre o local para visitação e pesquisa. Na fazenda do Seu Manoel nasce tanto o rio Alcobaça e o rio Jucuruçu, como também nasce um dos principais afluentes do rio Mucuri, que é o córrego Pampã e, que ganha vida no território de Águas Formosas e deságua no rio Mucuri já no município de Carlos Chagas.

Conforme o coordenador do evento e vereador Valci Vieira (SD), com a realização do 1º Simpósio das Águas se encerrou apenas uma etapa que durou 14 meses e ainda se tem pela frente uma longa missão no tratamento jurídico dos recursos hídricos, planejamentos científicos, relatórios técnicos e captação de recursos para formatar o projeto de revitalização de nascentes e todo o leito do rio Alcobaça. Vereadores, presidentes de Câmaras e secretários municipais de meio ambiente das principais cidades envolvidas no projeto compareceram ao Simpósio.

Presente no evento, o prefeito de Teixeira de Freitas, Temóteo Alves de Brito (PSD), disse que acolhe o projeto com muito orgulho e disse que a equipe terá uma grande missão de realizar o intercâmbio de informações, dados e experiências, além de promover a cooperação técnica na área de gestão integrada dos recursos hídricos. E se colocou a disposição para ajudar a executar o plano de desenvolvimento e implementação de programas, projetos e atividades voltados à gestão dos recursos hídricos, com ênfase nas áreas rurais e na melhoria das condições de produção agrícola e qualidade ambiental no corretor do rio Alcobaça. O 1º Simpósio reuniu públicos dos municípios de Teixeira de Freitas, Alcobaça, Medeiros Neto, Itanhém, Umburatiba, Machacalis, Santa Helena de Minas, Águas Formosas, Felisburgo e Fronteira dos Vales.

Para o presidente da Câmara Municipal de Teixeira de Freitas, vereador Agnaldo Teixeira Barbosa, o “Agnaldo da Saúde” (PR), precursor do projeto, as Câmaras Municipais são as instituições protagonistas, mas são os municípios margeados pelo rio Alcobaça os grandes artistas desta iniciativa, cientificando que a assinatura do protocolo de intenções voltado à preservação dos recursos hídricos com o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Alcobaça, tem o objetivo de promover o intercâmbio de informações, dados e experiências, além de promover a cooperação técnica na área de gestão integrada dos recursos hídricos para que os recursos cheguem e sejam executados como sonhados em nome do futuro das próximas gerações.

 

De acordo com o presidente da Câmara Municipal de Machacalis, vereador Gilvan Ferreira de Oliveira, o “Lesma” (PPS), o seu município abraçou a causa e o pacto é pela Restauração da Mata Ciliar nas Bacias Hidrográficas ao longo do rio Alcobaça, visando articular instituições públicas e privadas, governos, empresas, comunidade científica e proprietários de terras para integrar seus esforços e recursos para restauração das matas ciliares em todos os municípios mineiros e baianos que compõem a Bacia Hidrográfica do Rio Alcobaça.

Para o vereador José Antônio Ferreira, o “Toninho” (PSDB), presidente da Câmara Municipal de Umburatiba, a criação de um Comitê gestor é importante porque também vai contemplar as prioridades dos agricultores familiares quanto à elaboração dos projetos de conservação do solo. Alertando que a ação planeja desenvolver projetos e programas de conscientização de proprietários rurais e entidades representativas do setor envolvido na gestão de recursos hídricos e, pretende-se formar e capacitar o funcionamento dos organismos de bacias hidrográficas.

O engenheiro agrícola e ambiental João Batista Lopes, professor mestre e doutor em Engenharia Agrícola e pós-doutor em Meteorologia Agrícola da UFSB – Universidade Federal do Sul da Bahia, foi o palestrante do 1º Simpósio das Águas.  Ele mostrou um estudo feito ao longo do leito do rio e deu dicas que replantar o Rio Alcobaça da nascente a sua foz para criar esponjamento em seu leito por meio das raízes das árvores objetivando armazenar água por todo ano é maior alternativa e incentivou também o uso extrativista destas áreas, com o plantio de mudas nativas frutíferas que possam ser comercializadas posteriormente.

“Espera-se assim agregar valor à área a ser restaurada gerando uma possível alternativa de renda ao seu proprietário com a missão, sobretudo, de estabelecer colaborações em diferentes níveis, com trocas de materiais acadêmicos, visitas às instituições, intercâmbio de estudantes, professores, técnicos administrativos e especialistas ambientais no desenvolvimento de projetos de comum interesse pelo crescimento sustentável em torno da utilização da água como bem comum”, explicou.

 

Por: Vida Diária / TN

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