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Teixeira de Freitas, 06 de julho: Nesta sexta-feira (05), servidores públicos municipais do Sindicato dos Trabalhadores em Serviços Públicos Municipais do Extremo Sul da Bahia (SINTRASPESB), Sindicato dos Agentes Comunitários de Saúde e dos Agentes de Combate às Endemias do Extremo Sul da Bahia (SINDACESB), Sindicato dos Enfermeiros do Estado da Bahia (SEEB) e Associação dos Guardas Municipais de Teixeira de Freitas (AGMTF) promoveram, na antiga rotatória da Pão Gostoso, mais uma manifestação em busca dos seus direitos, pois o prefeito Temóteo Alves de Brito insiste em descumprir o reajuste salarial estipulado na Lei Municipal 747/2014.

 

Segundo o presidente do SINDACESB, José Félix, “estamos reivindicando os nossos direitos, desde janeiro estamos negociando com o prefeito Temóteo Brito a revisão anual salarial, que neste ano é em 3,43%, o que impacta a folha do município em 96 mil reais ao mês. Até o momento o gestor não tem manifestado interesse em nos pagar, pois o município tem recebido o reajuste e não tem nos repassado. Além disso, estamos reivindicando por melhores condições de trabalho, educação continuada e revisão anual para todos os servidores do município. Ele tem que cumprir a lei municipal. Para se ter ideia, a primeira parcela do 13º do ano passado foi paga em agosto. Deste ano, ele nem sabe quando vai nos pagar. Com isso, eu convoco a todos os servidores para estarem presentes junto conosco na Câmara dos Vereadores, pois lá é a nossa casa e a luta é de todos nós”, disse o presidente da SINDACESB.

 

No último dia 26 de junho, o governo informou que o município não tem condição financeira para garantir esse direito, decisão esta que prejudica milhares de servidores públicos efetivos. Ocorre que a crise anunciada pelo governo não reflete nos dados do Tribunal de Contas dos Municípios do Estado da Bahia sobre gastos com contratados e comissionados.

 

Quando o prefeito assumiu, o número de contratados saltou de 359 em 2017 para 1.846 em 2019; o gasto mensal com cargos comissionados passou de R$ 783.646,15 para R$ 1.512.624.28; e, o gasto mensal com cargos de contrato temporário saltou de R$ 412.589,34 para R$ 2.335.097,56, ou seja, um aumento de 2 milhões de reais ao mês.

 

Segundo as associações e sindicatos, não há crise financeira. Os servidores públicos municipais exigem respeito e valorização.

 

Por: Vida Diária / Robson Dias e Nadson Camargo

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