

Teixeira de Freitas foi palco na manhã deste sábado (22) de uma caminhada de conscientização pelo fim da violência doméstica e familiar contra a mulher. A mobilização integra as ações do Agosto Lilás, campanha dedicada à prevenção e ao enfrentamento da violência contra as mulheres.
A atividade reuniu representantes de instituições, entidades e integrantes da comunidade em um ato marcado pela conscientização e pelo incentivo à denúncia. A mensagem central foi a necessidade de romper o silêncio e combater a naturalização da violência dentro e fora do ambiente familiar.

Participaram da caminhada a OAB – Subseção de Teixeira de Freitas, a Comissão em Defesa da Mulher, as Filhas de Jó, a Fraternidade Joana D’Arc e o Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM), além de moradores que aderiram à mobilização.
Para o presidente da OAB de Teixeira de Freitas, Ali Abutrabe Neto, o enfrentamento à violência contra a mulher deve ser tratado como uma responsabilidade coletiva.

“Neste Agosto Lilás, reafirmamos que a violência doméstica não pode ser silenciada nem naturalizada. Combater a violência contra a mulher é defender a vida, a dignidade e os direitos de cada mulher, fortalecendo a justiça e a construção de uma sociedade verdadeiramente segura e igualitária", explicou Ali
A presidente da Comissão em Defesa da Mulher, Gabriella Andrade Comper, também destacou a importância da denúncia e do acolhimento às vítimas.

“A violência doméstica não é problema privado: é uma violação de direitos que exige coragem para denunciar, proteção para as vítimas e responsabilidade de toda a sociedade para romper o ciclo da violência".
Entre as participantes esteve Maria Fernanda, Guardiã do Bethel nº 28 – Luzes do Amanhã, das Filhas de Jó Internacional, que participou da mobilização ao lado das demais integrantes da organização.

Mais do que uma caminhada, o ato buscou reforçar que o enfrentamento à violência contra a mulher precisa permanecer presente no cotidiano da sociedade. A mobilização também chamou atenção para a importância da informação, do acolhimento, da proteção às vítimas e do fortalecimento das redes de apoio.
O Agosto Lilás segue como um período de mobilização e conscientização, mas a defesa das mulheres e o combate à violência doméstica exigem ações permanentes durante todo o ano.
Por: Vida Diária/Luiz Oss
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