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Um homem de Hong Kong, de 33 anos, se tornou o primeiro caso documentado de reinfecção da covid-19 no mundo, segundo informaram pesquisadores da Universidade de Hong Kong, nesta segunda-feira, 24. O paciente recebeu alta após ser curado do vírus em abril, mas, no início deste mês, ele testou positivo novamente após retornar da Espanha.

Segundo as autoridades sanitárias da cidade, a princípio, pensou-se que o homem poderia ser um "portador persistente" do Sars-CoV-2 - o vírus causador da covid-19 -, mantendo o agente em seu corpo desde a infecção anterior.

No entanto, os cientistas afirmaram que as sequências genéticas das cepas de vírus contraídas pelo homem em abril e agosto são "claramente diferentes". Essa descoberta pode ser um retrocesso para quem baseia sua estratégia contra a pandemia na suposta imunidade obtida após a transmissão da doença.

De acordo com Jeffrey Barrett, especialista integrante do Projeto Genoma do Instituto Wellcome Sanger do Reino Unido. "dado o número de infecções globais, ver um caso de reinfecção não é surpreendente" e que uma observação única não é forte o suficiente para fazer uma inferência definitiva.

USP estuda caso de reinfecção de técnica de enfermagem no interior paulista

Uma técnica em enfermagem de 24 anos voltou a apresentar sintomas da covid-19 pouco mais de um mês após ter testado positivo em um exame molecular (do tipo mais preciso), que identificou o novo coronavírus no seu organismo em 13 de maio e, depois, em 27 de junho, segundo o Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, em estudo conduzido pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) na cidade.

Ela começou a apresentar os primeiros sintomas em 6 de maio, dois dias após ter contato com um colega que testou positivo. Mesmo usando máscara cirúrgica, ela se infectou e sentiu dores de cabeça, mal estar, febre, fraqueza muscular, leve dor de garganta e congestão nasal. Os sintomas acabaram em 10 dias e a ela passou os 38 seguintes assintomática, trabalhando normalmente.

Em 27 de junho, acordou com forte dores de cabeça, muscular e de garganta, mal-estar, febre, perda de olfato e de paladar e, nos dias seguintes, seu quadro clínico piorou, apresentando diarreia e tosse. Nesse período, dois parentes também foram diagnosticados. Já no 5º dia em que os sintomas voltaram a surgir, seu exame deu positivo novamente.

Os sintomas sumiram 12 dias após o início da "segunda infecção”, mas a dor de cabeça e a perda parcial do olfato persistiram até 6 de agosto, quando a pesquisa foi divulgada. Na época, os cientistas também disseram que, mesmo 33 dias após a reincidência dos sintomas, a paciente ainda testa positivo.

 

Por: Vida Diária/Estadão

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